FESTIVAL EUROPÁLIA - SHOWS NA BÉLGICA E HOLANDA EM NOVEMBRO

SILVÉRIO PESSOA
Natural da Zona da mata norte de Pernambuco (Carpina), onde a cultura principal é a tradição agrícola da cana de açúcar, Silvério Pessoa realiza um trabalho híbrido, e sua música é a combinação das tradições locais (Forró, coco, baião, ciranda, maracatu, boi rural) juntamente com a música urbana (Rock, country, e o pop). Com várias tournês realizadas na Europa e Ásia, desde 2003, Silvério vem aproximando a música Pernambucana da música Occitan do Sul da França, agora registrado no recém-lançado cd COLLECTIU. Inquieto, determinado, e ao mesmo tempo poético e lírico, Silvério tem uma discografia baseada em seus principais mestre e influentes; Jackson do Pandeiro e Jacinto Silva, além de trabalhos autorais que define-o como um compositor, intérprete e músico da nova geração da música popular tradicional no Brasil.

BILIU DE CAMPINA
O Biliu de Campina, nasceu em Campina Grande (como não poderia deixar de ser), interior da Paraíba, no dia 1º de março de 1949. Formou-se em Direito, mas deixou a profissão de advogado para ser músico, resgatando o forró de raiz. Biliu é hoje um referencial e um patrimônio cultural em sua cidade.Autor de canções descontraídas, gostosas de ouvir e boas de dançar, Biliu se confessa um admirador do trabalho deixado por Jackson do Pandeiro e Rosil Cavalcante, artistas que o influenciaram desde criança. No disco "Tributo a Jackson e a Rosil", ele além de prestar uma homenagem aos dois artistas paraibanos, procura resgatar a memória musical nordestina. O Forró de Biliu tem toda a essência dos forrós tradicionais, com um suingue característicos dos discípulos de Jackson e uma irreverência no duplo sentido das letras, porém construído com criatividade e inteligência, que mostra bem toda a malícia e o bom humor nordestino.

SILVÉRIO PESSOA & BILIU DE CAMPINA NO SHOW "BRINCANDO NO SINCOPADO"
O genial mestre forrozeiro Jackson do Pandeiro, tinha uma versatilidade na forma de interpretar que chamava atenção de todos. Ele dividia brilhantemente os compassos, quebrava os versos, cantava de forma sincopada e nessa técnica dificílima criava um modo particular de expressar a cultura do povo nordestino através de rojões, xotes, baiões, xaxados e outros ritmos. Na mesma escola, o Alagoano Jacinto Silva, que se dizia discípulo de Jackson, também foi um dos geniais coquistas que cantava de maneira sincopada, trocando os acentos rítmicos da melodia e se destacando como um dos mais ligeiros cantores de coco e forrós da música tradicional. Nesse Show histórico, Silvério Pessoa e Biliu de Campina, ambos da escola do "forró ligeiro" vindo de Jackson e Jacinto, perpetuam o gênero e o modo de cantar através de um repertório que contempla parte da obra dos dois mestres ilustres, e incluem também versões autorais de seus trabalhos, criando um clima festivo, tradicional e ao mesmo tempo colaborando para uma tendência mundial que são os diálogos entre gerações. No palco um aprendiz, Silvério Pessoa que vem se firmando como um continuador da técnica ligeira e sincopada de cantar forró e coco, e do outro lado, o mestre forrozeiro Biliu de Campina, que já se firmou como um grande intérprete da cultura tradicional, com seu jeito todo particular de cantar. Um show imperdível montado especialmente para o Festival Europalia! Aproveitam esse encontro entre discípulo e mestre.
23/11 - Bélgica, 24/11 Ultrech (Holanda) e 25/11 (Amsterdam)
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EM TERRAS OCCITANS, CULINÁRIA, AVALIAÇÕES E CONTINUAÇÃO DE TRABALHOS

Sem sombra de dúvidas, a família é a base, é o terreno no qual as culturas se multiplicam e fortalecem os valores e costumes. É assim na Occitania. A foto acima foi tirada depois de um repass, um jantar maravilhoso na casa dos pais de Celine. Momentos agradáveis e de saudades de nossas famílias. Nessa última semana de Tour e de pesquisas, o sentimento de dever realizado e abertura de continuidade de trabalhos com a gravação do cd do projeto com o grupo La Talvera.

Achei esse selo lindo. A carinha da cabra no queijo mais gostoso da França, o Fromage de Chevre du Tarn. Geralmente após o prato principal, acompanhado de vinho, ele fecha com chave de ouro as refeições. Inigualável e original, pois esse é do Tarn.

Essa derruba muitos. É a cahaça de ameixa, um moscat. Também servido para ajudar na digestão...ele é forte, mas acompanha um sabor agradável e perfumado no final da degustação. Um pequeno cálice é suficiente para causar uma boa impressão na mente e na disposição. Ganhamos essa garrafa do Pai de Celine que faz caseiramente, e envelhece em barril de madeira.

Nunca experimentei coisa igual. Uma salada de frutas com amoras, morangos, feita em casa e cultivada na horta bio da fazenda. Um doce azedinho, colorido brilhante, desenho digno de uma obra de arte sobre a mesa. Refresca e abre caminho para um bom aperitivo final.

Esse foi o prato principal. Cogumelos selvagens. Colhidos após fina chuva no campo em Aveyron e feito com uma espécie de fritada, que lembra a omelete de longe. Fino, presente, textura rugosa e suave e sabor. Cêpus é o nome do magestoso cogumelo que foi servido na casa de Annie, mãe de Celine. Histórico. Me senti na floresta encantada comendo na mesa do Rei. Só na Occitania podemos vivenciar esse sabor.

Foi gras. Fígado de pato. Feito em casa. Servido com vinho doce e pão. Essa é a entrada mais tradicional do sul da França. Sabor que se desmancha na boca e a língua fica lubrificada para receber outros ítens da culinária Occitan.
Esse festival de sabores e pratos da cozinha Occitan é uma verdadeira despedida desses 50 dias que passei entre shows e pesquisas distante de Recife. Aprendi mais, vivi mais, superei momentos difícies comuns na vida, organizei as idéias e segui em frente. A pesquisa me surpreendeu no campo da religiosidade popular Occitan e acredito faremos bom trabalho com o material coletado. Os shows foram emocionantes em diálogo com a cultura Occitan e a nordestina de Pernambuco. Vamos em frente!
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