BREVE REGISTRO DO SHOW DO FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS

Saimos cedo de Recife. A proposta da Equipe foi ir direto para a pasagem de som e depois descansar para o show da noite. Garanhuns tem uma paisagem agrestina, árida mas nem tanto. Lembro de muitas idas para o Festival de inverno, a maioria em carreira solo. Uma das mais importantes foi a estréia em palco grande do meu primeiro CD solo, o BATE O MANCÁ, abrindo a noite para Gal Costa.

Luz, som e banda impecáveis. Na verdade minha equipe sempre dá show de bola. E nesse show tivemos uma banda grande, formato com o naipe de metais com 7 metais: 3 trombones, dois Trompetes, 2 Sax. Leo fez a luz, Normando Paes os in-ears, Titio o PA, Alexandre Neiva a produção executiva, Marcelo e Negão roadies, e Karina Hoover a Coordenação Geral.

O repertório foi um Mix dos 3 CDs solo (Bate o Mancá, Micróbio do Frevo e Cabeça elétrica Coração acústico). A novidade foi as canções de Alceu que re-arranjamos para a gravação do SOM BRASIL que resolvi mostrar para o público do Festival. O roteiro foi bem dinâmico.

Breno Lira deu um show na Viola de 12 em momento solo e interage muito bem com a banda. Outro destaque segundo a produção foi André Julião no acordeon e escaleta. Show que curti e me diverti muito no palco. O público recebeu muito bem nossa proposta de som e roteiro.

Os arranjos de Metais e a regência ficou por conta de Nilsinho Amarante da Trombonada. Eles dão um toque de sofisticação ao show e também o suingue com a banda fica muito bacana. É o formato melhor que venho trabalhando em palcos grandes. Venho trabalhando com esse naipe de metais faz mais de 5 anos.

Todos os CDs e DVDs que levamos foram vendidos. Uma boa resposta do público do Festival.
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GRAVAÇÃO DO PROGRAMA SOM BRASIL - RIO DE JANEIRO

Saindo mais uma vez de Recife e deixando esse visual que marca a zona norte da zona sul através dos prédios de Boa Viagem. É sempre interessante refletir como minha geração fincou os pés no lugar de origem e consegue hoje desenvolver um trabalho que necessita de saídas constantes.

Minha primeira parada foi o ciclo junino do Circo Voador com show do Trio Nordestino e uma participação minha interpretando e homenageando Jackson do Pandeiro. genial a noite com casa lotada e uma interação surpresa entre mim e o Trio. Maravilhoso.

3 dias no Projac da Globo. Barra da Tijuca é simplesmente outro Rio de janeiro. Ficamos a mais ou menos 30 minutos dos estúdios da Globo que foi gravado o SOM BRASIL homenageando Alceu Valença e ao mesmo tempo também gravam outros programas. Impecável a produção, a direção musical e o clima nesses 3 dias.

Assumidamente essa é minha grande influência musical. Alceu Valença, que hoje se tornou amigo, próximo, confidente e fico muito feliz por isso que a música me possibilitou. Essa aproximação me ensinou muito.

Além de mim, a canatora Potiguar Kristal, o próprio Alceu que colocou o auditório para cantar e uma cantora brilhante de São Paulo, a Giana Viscardi.


Foram mais ou menos 18 horas de gravação. cada canção e sequência era registrada 3 vezes. Nós ficamos com CORAÇÃO BOBO, COMO DOIS ANIMAIS E PAPAGAIO DO FUTURO. Com arranjos de metais de Nilsinho Amarante, ganhamos uma pegada, levada, forte e lírica em cada canção. Foi tão bacana a experiência que devemos colocar as 3 canções no repertório do show do FIG (Festival de Inverno em Garanhuns)


Ensaios, últimos arranjos, estrutura das canções, interação com o Ricardo (Diretor musical da Globo), além de uma perfeita simbiose da Equipe que trabalha comigo. Isso me faz cada vez mais seguro. O estúdio foi o Nas Nuvens, em Botafogo, Rio de Janeiro. Levamos as canções prontas daqui e lá apenas fechamos os arranjos de metais.


Testando, testando, testando. Simplesmente perfeito o som de PA e in-ear da Equipe. Simplesmente perfeito cenário, coordenação e Luz. Levamos a formação de praxe com músicos e instrumentos.

O PROGRAMA VAI AO AR DIA 27 DE AGOSTO. ÚLTIMA SEXTA FEIRA DO MES. REDE GLOBO DE TELEVISÃO.
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